segunda-feira, 17 de novembro de 2008

BATER EM CRIANÇA É COVARDIA!



A palmada chega a ser um reflexo condicionado na família. Freqüentemente é a ponta de um terrível iceberg, que inclui tapas, beliscões, queimaduras por cigarro, óleo, ferro quente, arrancamento de couro cabeludo, fraturas, morte.  A criança é um ser ávido de aprender e para isso busca os objetos que, para ela, não têm valor financeiro, mas são essenciais a seu aprendizado. Mas não se tolera que pegue os objetos ou que esbarre numa prateleira de supermercado ou que fique estressada pelo excesso de estímulos nos shoppings.  Em vez de retirar a criança da cena do ‘crime’, bate-se nela. Bate-se por não se aceitar que ela tenha outro compasso e que não é um adulto em miniatura.

Há um projeto de lei que criminaliza a agressão à criança,  aprovado na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, onde empacou por influência de líderes ‘religiosos’, sob o pretexto de que ‘tiraria a autoridade dos pais’. Já vimos que é uma falácia. A OAB-SP declarou em programa de TV que os segmentos mais resistentes em cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente são os da língua do P: Pais, Professores, Pastores e Policiais. Aos seres “de menor”  se atribui todo o mal existente no mundo que – na prática – é regido por adultos. Adultos desnorteados com a perda de referências, com o desemprego, as aflições, o terrorismo, o medo - e que descontam seu mal-estar na criança.

A criança é uma pessoa e como tal tem direito à vida e à integridade. Ela confia cegamente no adulto, e, no entanto pais e até cuidadores exorbitam de suas funções e a agridem física e moralmente. Sempre me perguntei: por que se bate numa criança? Acabei encontrando uma das respostas: a palmada erotiza; bater engolfa o agente em volúpia que se torna incontrolável. Mas a melhor explicação é a de Ezio Flavio Bazzo, professor de psicologia da Unb:  "A prova mais evidente de que a vida não passa de um ciclo ordinário está no fato de vermos nos nossos filhos tudo aquilo que passamos a vida inteira combatendo em nós".  Ou seja, não podendo com nosso próprio descalabro, batemos no filho que nos espelha!


19 de Novembro - Dia Mundial Pela Prevenção da Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes

20 de Novembro - Convenção sobre os direitos da criança (Adotada em Assembléia Geral das Nações Unidas em 20 de novembro de 1989)

20 de Novembro - Declaração Universal dos Direitos da Criança (Declaração aprovada, por unanimidade, pela Assembléia Geral das Nações Unidas - ONU em 20 de novembro de 1959)




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Nada que é dourado permanece




















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O primeiro verde da natureza é dourado
Para ela, seu tom mais difícil de fixar
Sua primeira folha é uma flor
Mas somente por uma hora.

Então, folha se rende à folha
E o Paraíso cai na dor
E a alvorada torna-se dia
Nada que é dourado permanece

/ robert frost /

RECANTO SÓRDIDO

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O QUE SE ARRASTA COMO VERME RENUNCIA AO DIREITO DE PROTESTAR SE O AMASSAM ...

"A inveja é o rubor na face sonoramente esbofeteada pela glória alheia. É a amargura que toma conta do paladar dos impotentes. É um veneno que emana das feridas abertas pelo desengano da insignificância própria. Não basta ser inferior para invejar, pois todo homemo o é de alguma maneira; é necessário sofrer do bem alheio, de qualquer culminação alheia. Neste sofrimento está o núcleo moral da inveja: morde o coração como um ácido, carcomendo-o, corroendo-o como a ferrugem ao metal."

José Ingenieros: O Homem Medíocre.

domingo, 26 de outubro de 2008

BATER EM CRIANÇA É COVARDIA






19 de Novembro - Dia Mundial Pela Prevenção da Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes

20 de Novembro - Convenção sobre os direitos da criança (Adotada em Assembléia Geral das Nações Unidas em 20 de novembro de 1989)

20 de Novembro - Declaração Universal dos Direitos da Criança (Declaração aprovada, por unanimidade, pela Assembléia Geral das Nações Unidas - ONU em 20 de novembro de 1959)

sábado, 18 de outubro de 2008

A luta pelo direito

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Estive revendo Robert de Niro executar sua vingança por conta de injustiça sofrida 14 anos antes. Luta é sem trégua, ardilosa e – para alguns – desproporcional. Como eu tinha que fazer uma resenha do filme, fui ler a “Retórica das Paixões” de Aristóteles. Para ele, a cólera decorre do ultraje, do desdém, do esquecimento ou da indiferença: “Como se eu fosse um desterrado indigno de respeito” – lamento de Aquiles, II II 196. De Niro degusta seu “copo de cólera” friamente, metodicamente, levando seu antigo advogado e família ao 9º círculo do Inferno – o dos traidores.

Ihering legou-nos um precioso ensaio – A Luta pelo direito – no qual ele nos ensina que todo homem tem obrigação de buscar seu direito a qualquer custo, sob pena de equiparar-se a um animal. Até o céu clama por justiça ao ultrajado. A cólera, ao contrário do ódio, tem uma conotação interpessoal e assimétrica. O ódio independe de ligação pessoal, mas pode ser recíproco.

O filme de De Niro possui forte apelo bíblico, com citações a Jó, submetido por Deus a sofrimentos infindáveis: lepra, perda dos bens, perda dos filhos. Tudo com infinita paciência. Mas Jó era Jó e Deus é Deus. O tripé da corte americana é justiça, equidade, compaixão. A pessoa comum, em busca de justiça, vai ao inferno e volta, sem sossego e sem paz. Mesmo não tendo mais o que perder e à custa da própria vida, se necessário. Não sem antes imprecar: “Deus livre meu inimigo de me degradar, para que eu não tenha que odiá-lo”.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O VENCEDOR LEVA TUDO

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http://br.youtube.com/watch?v=g5tbgUPBIxI&feature=related

Pode tardar, falhar jamais! (aqui ou nos além)